quarta-feira, 16 de junho de 2010


A estrela faminta e sua vítima cozida

wasp12b_595 científica daqueles de classe B. Uma estrela com apetite voraz que vai engolindo tudo o que encontra pelo caminho. Mas não é, é mais do que isso!
O prato do dia (quer dizer, WASP-12b) é o planeta mais quente já descoberto. Ele tem aproximadamente 2.800 graus Celsius, temperatura compatível com as das estrelas mais frias. Isso acontece por que 12b (para os íntimos) está orbitando uma estrela bem parecida com o nosso sol, mas está muito próximo dela. Seu período orbital é de apenas um dia!
Esse planeta tem aproximadamente 1,8 vez o raio de Júpiter e só pode ser gasoso. Na verdade, está justamente na fronteira entre uma estrela e um planeta. Vários astrônomos nem consideram objetos desse tipo como planetas genuínos, mas o problema é que eles também não podem ser acomodados no rol de estrelas.
O fato é que esse planeta está tão perto da sua estrela que, além de super-aquecido, está deformado como uma bola de futebol americano. A força da gravidade da estrela na face que a “enxerga” é maior que a força gravitacional na face oposta do planeta. Isso deforma fortemente o pobre coitado ao ponto de a estrela roubar seu gás.
Esse processo foi proposto em um trabalho teórico no começo do ano e foi confirmado pelo Hubble agora. Usando o espectrógrafo das origens cósmicas, um dos novos equipamentos levados ao Hubble na última missão de reparos, foi possível detectar elementos químicos da atmosfera do planeta – mas fora dele. Ou seja, o Hubble conseguiu observar a nuvem de gás do planeta arrancada pela estrela.
O futuro de 12b não é lá muito promissor, além de estar sendo cozido, está sendo roubado pela sua estrela mãe, como mostra a ilustração acima. Nesse pé, em uns 10 milhões de anos ele já era.

Volume de água na Lua pode ser maior do que se imaginava

  • A descoberta significa que a água é natural do satélite natural da Terra, ou seja, não foi trazida por eventuais asteroides que caíram sobre ela
    A descoberta significa que a água é natural do satélite natural da Terra, ou seja, não foi trazida por eventuais asteroides que caíram sobre ela
Cientistas patrocinados pela da Nasa (agência espacial americana) estimam que o volume de moléculas de água presa em minerais encontrados na Lua pode ser bem maior do que se imaginava.
Pesquisadores do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, em Washington, junto com outros cientistas, afirmam que a quantidade de água esteve presente durante a formação da Lua, enquanto o magma quente começou a esfriar e a se cristalizar. A descoberta significa que a água é natural do satélite natural da Terra, em vez de ter sido trazida por asteroides que caíram lá. 
"Durante 40 anos, pensávamos que a Lua fosse seca", afirmou Francis McCubbin, autor do trabalho publicado na edição desta segunda-feira (14) do "Proceedings of the National Academy of Sciences". A equipe analisou compostos presentes em minerais de amostras coletadas pela missão Apollo e um meteorito lunar.
O grupo utilizou testes que detectam elementos na dimensão de partes por bilhão. Eles descobriram que o conteúdo mínimo de água variava de 64 partes para cinco partes por bilhão para cinco partes por milhão. O resultado tem pelo menos dois graus de magnitude a mais que os resultados anteriores, que estimavam uma quantidade inferior a uma parte por bilhão.
Jim Green, diretor de divisão da Nasa em Washington, esclarece que a água referida pelos pesquisadores é encontrada na forma de hidroxil (composto químico representado pelo radical OH).
Os cientistas acreditam que a origem da Lua é o resultado do impacto de um objeto do tamanho de Marte na Terra a cerca de 4,5 bilhões de anos. O impacto colocou uma grande quantidade de material na órbita da Terra, o que teria gerado a Lua. O oceano de magma que se formou em algum ponto do processo de compactação da Lua esfriou e, então, ou a água escapou ou foi preservada como moléculas de hidroxil nos minerais cristalizados.
Estudos anteriores revelaram a evidência de água na superfície e no interior da Lua, a partir da análise de dados coletados pela sonda indiana Chandrayaan-1 e de amostras lunares.

terça-feira, 1 de junho de 2010


Um passo em direção ao teletransporte


O teletransporte sempre foi um assunto que originou diversos debates. Mas a tecnologia que move objetos e pessoas de um ponto a outro é possível, ou não passa de ficção cinematográfica?
Quem nunca se imaginou “pulando” em um piscar de olhos de um lugar diretamente
para outro local sem precisar de qualquer meio de transporte? Com certeza seria muito mais prático ir trabalhar, chegar à escola ou faculdade ou visitar seus familiares. O que é melhor, tudo isso sem o estresse oriundo de engarrafamentos, desgaste físico enquanto dirige longas distâncias e a perda de tempo nesses trajetos.
Em uma perspectiva mais ousada, não seria divertido conhecer outros planetas ou viajar no tempo? Para alguns a ideia do teletransporte é assustadora, mas a maioria das pessoas gostaria de experimentar a comodidade desse tipo de transporte. Em meio a tantas discussões algumas perguntas são inevitáveis: será possível a existência de uma tecnologia com tal funcionalidade? Não seria apenas tema de ficções científicas? Quando poderemos usufruir dela?
Conheça neste apanhado realizado pela Equipe Baixaki mais a fundo o teletransporte, saiba se algum dia ele estará presente no nosso dia a dia e como andam as pesquisas nesse campo. Aperte os cintos, pois vamos viajar em busca de informações!
O mito popular
O teletransporte é encarado como um grande mito popular - todo mundo já ouviu falar, mas pouco se viu até hoje. O grande responsável pela difusão da tecnologia foram os estúdios cinematográficos, através de produções de seriados de televisão, filmes e desenhos animados.
A ideia de mover objetos e seres humanos por longas distâncias não é nova. Uma das primeiras aparições desta tecnologia aconteceu no seriado Star Trek, conhecido no Brasil como Jornada nas Estrelas, na década de 60. Na série a nave USS Enterprise podia enviar seus tripulantes para os planetas em que passavam.
A máquina de teletransporte da Enterprise
Imagem de divulgação: CBS Studios
Os fãs de desenhos animados devem se lembrar de Os Jetsons, uma família do futuro que contava com tecnologias muito avançadas - inimagináveis para a época -, ou então Dragon Ball, no qual uma das habilidades dos poderosos guerreiros é o teletransporte.
Os exemplos não param por aí, ainda existe o Dr, Manhattan da série Watchman, o viajante do tempo Hiro no seriado Heroes, entre outros.
Fatos reais
A ficção é divertida e uma boa forma de entretenimento. Apurando alguns fatos reais, pode-se concluir que o teletransporte é possível, mas estamos bem longe de ter máquinas como a dos viajantes da Enterprise e desenvolver habilidades como as do Goku ou Hiro. Vamos entender melhor como esta tecnologia funciona e quais avanços os pesquisadores vêm obtendo.
Como funcionaria um teletransporte?
O teletransporte é um processo muito mais complexo do que aparenta, pois trabalha em níveis subatômicos. A tecnologia consiste na desmaterialização de um objeto e o envio de suas configurações atômicas para sua rematerialização em outro local. Tal movimentação eliminaria as variáveis espaço e tempo na locomoção de objetos e seres vivos.
Como já observado, as pesquisas estão muito longe de atingir as expectativas oriundas de ficções cinematográficas. Mas o denominado teletransporte quântico tanto é possível que já foi testado.
Átomos, um pequeno impecílio para os pesquisadores
Essa forma de envio de informações utiliza o efeito de entrelaçamento quântico, o qual mantém uma forma de associação entre átomos mesmo depois de separados. Isso significa que, quando uma característica de uma dessas partículas é alterada, a outra sofre reações inversas. Faça o primeiro átomo girar para a esquerda e o segundo virará para a direita, genericamente este é o funcionamento da tecnologia.
O teletransporte quântico deve ter grande utilidade para o desenvolvimento de tecnologias de comunicação, principalmente no que concerne a velocidade e alcance da troca de dados, como documentos, fotos e vídeo. Tudo indica que poderemos enviar informações para aparelhos a quilômetros de distância! É ou não uma notícia promissora?
Avanços científicos
O conceito de transporte instantâneo só saiu do mundo fictício para a realidade das pesquisas científicas no ano de 1993, quando uma equipe de pesquisa e desenvolvimento da IBM - consolidada empresa de tecnologia -, confirmou a viabilidade do teletransporte quântico.
Aproximadamente cinco anos depois, o envio bem-sucedido de um fóton (partícula que carrega luz e possibilita a existência da força eletromagnética e, consequentemente, de átomos e moléculas) por alguns metros confirmou e colocou em prática a teoria dos pesquisadores da IBM.
O anúncio mais recente foi de um grupo de cientistas chineses em meados do mês de maio de 2010. Segundo o que foi relatado, os testes obtiveram um impressionante resultado: um fóton foi teletransportado por cerca de dezesseis quilômetros em espaço livre e mantinha sua sincronização espacial e de polarização - muito mais que todos os estudos feitos até o momento.
A pesquisa foi publicada na revista Nature Photonics e abre um leque enorme de possibilidades para o desenvolvimento tecnológico de meios de comunicação e troca de informações. Já pensou enviar uma foto para seu amigo no Japão em menos de um segundo?
Trilhões de partículas
Mas o que faz o teletransporte de seres humanos ser tão complexo? São basicamente dois pontos que impedem a aplicação desta tecnologia do homem. A primeira é a quantidade de informações em que o corpo seria destrinchado, seriam trilhões de partículas enviadas de um ponto ao outro.
A quantidade de informações impossibilita o teletransporte humano
Em um segundo momento, e mais problemático, é a reconstrução perfeita dessa quantidade de átomos. Por menor que seja o erro no momento da rematerialização, isso causaria gravíssimos danos físicos ou psicológicos para a pessoa. Como se não bastasse tanta dificuldade, alguns especialistas apresentam o viés de que as características cognitivas (ideias e lembranças, por exemplo) não poderiam ser transportadas dessa maneira.
Por tudo isso se chega à conclusão de que com as pesquisas que foram realizadas até hoje não é garantido que o teletransporte de humanoides esteja algum dia ao nosso alcance.
O que esperar desta tecnologia?
Os cientistas e pesquisadores começam a ter promissores resultados em seus experimentos, o que permite o desenvolvimento de tecnologias de comunicação que devem revolucionar a forma como trocamos informações em breve.
Infelizmente, o teletransporte de seriados e desenhos não está nada perto de nossas capacidades tecnológicas. Entretanto, o desenvolvimento tecnológico já trouxe muitas novidades para a humanidade, ou alguém na década de 60 imaginou que poderia falar com qualquer pessoa do mundo através de um aparelho móvel? Se um dia teremos essa tecnologia no dia a dia, só o tempo revelará.
Enquanto não conseguimos nos teletransportar, o que acha de pelo menos fingir que isso é possível? Então confira no artigo “Gimp: Especial Heroes - Manipulação do espaço-tempo” como modificar fotos para deixá-las como um registro de teletransporte!
Hiro
Imagem de divulgação: Universal Channel
Será que algum dia nós poderemos nos teletransportar? Ou isso não passa de um sonho cinematográfico? Deixe seu comentário e participe!
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