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quinta-feira, 6 de maio de 2010


Hawking diz acreditar em possibilidade de viagem para o futuro







O cientista britânico Stephen Hawking enxerga a possibilidade de que o ser humano terá a capacidade de construir uma nave espacial tão veloz que permitirá viajar no tempo e avançar várias gerações no futuro.
O professor expõe esta teoria no documentário "O Universo de Stephen Hawking", que será transmitido neste domingo pelo canal "Discovery Channel", informa hoje o jornal "The Sunday Telegraph".
Segundo Hawking, viajar para o futuro seria possível com base nas teorias da relatividade de Albert Einstein, segundo as quais o ritmo do tempo dos objetos se desacelera à medida que eles próprios são acelerados no espaço.
Para automóveis e aviões, este efeito é imperceptível, mas a nave espacial idealizada por Hawking estaria totalmente exposta ao fenômeno devido a sua grande velocidade.
De acordo com o antecipado pelo jornal, Hawking explica no programa que essa nave poderia chegar, em teoria, a uma velocidade de um bilhão de quilômetros por hora. Por isso, deveria ser construída em uma escala gigantesca simplesmente para poder transportar todo o combustível necessário.
"(A nave) levaria seis anos em potência máxima para alcançar essa velocidade. Depois dos dois primeiros anos, alcançaria a metade da velocidade da luz e estaria bastante longe do sistema solar. Após outros dois anos, chegaria a 90% da velocidade da luz", afirma Hawking na série.
Dois anos após funcionar em potência máxima, a nave alcançaria sua velocidade mais alta, 98% da velocidade da luz, "e cada dia na nave seria um ano na Terra", sustenta o cientista.
"A essas velocidades, uma viagem ao final da galáxia levaria 80 anos para quem estivesse a bordo", acrescenta, segundo o jornal.
No entanto, o cientista, que reconhece ter perdido sua anterior "cautela" no momento de comentar temas considerados ''heresias'' na comunidade científica, disse não acreditar na possibilidade de viajar ao passado, nem por meio de "buracos" ou "atalhos" entre diferentes partes do universo.
A teoria indica que estes buracos ou atalhos existem, mas apenas em escala quântica - são menores que um átomo. Por isso, o desafio inicialmente seria aumentá-los para escala humana.
Hawking despreza a teoria de viajar ao passado porque criaria um paradoxo científico.
"Este tipo de máquina do tempo violaria a lei fundamental de que a causa deve existir antes do efeito. Eu acho que as coisas não podem tornar-se impossíveis para si mesmas. Por isso, não será possível viajar ao passado", argumenta o cientista.

Imagem mostra "ponta do iceberg" de agrupamento de galáxias


O agrupamento de estrelas, que aparece como uma séries de luz amareladas, pode ser visto entre centro da imagem e a parte inferior esquerda Foto: ESO/Divulgação
O agrupamento de estrelas, que aparece como uma séries de luz amareladas, pode ser visto entre centro da imagem e a parte inferior esquerda

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira uma imagem de campo largo que registrou milhares de galáxias, inclusive um grupo massivo de galáxias conhecido como Abell 315. De acordo com o observatório, o que pode ser visto desse agrupamento é apenas a "ponta do iceberg", já que ele, assim como a maioria dos grupos de galáxias, seria dominado por matéria negra em sua formação. A imagem foi captada pelo observatório La Silla, no Chile, que é administrado pelo ESO.
Segundo o observatório, a luz de alguns desses conglomerados de estrelas viajou 8 bilhões de anos até chegar a nós. O ESO afirma que quando olhamos para o céu a olho nu podemos notar apenas as estrelas da Via Láctea e alguns de suas vizinhas mais próximas. Galáxias mais distantes brilham muito fraco para sem percebidas pelo olho humano, mas, se pudéssemos vê-las, elas literalmente cobririam o céu.
A imagem divulgada pelo ESO mostra um campo grande que passou por uma longa exposição para poder mostrar milhares de galáxias que enchem o céu em uma área que, do nosso ponto de vista, seria equivalente ao tamanho da lua cheia.
Algumas galáxias estão relativamente próximas, o suficiente para distinguirmos seus braços em espiral ou halos elípticos - principalmente na área superior da imagem. As menores, que parecem apenas com gotículas, ou pontos, estão a uma distância de 8 bilhões de anos-luz.
O agrupamento de galáxias pode ser visto da região central descendo até um pouco para esquerda e abaixo, onde podem ser vistas diversas luzes amareladas, a dois bilhões de anos-luz da Terra, na constelação de Cetus.
O ESO explica ainda essas galáxias são mantidas unidas pela gravidade para formar esses agrupamentos, que por sua vez são as maiores estruturas conhecidas no universo. A parte visível das galáxias contribui com apenas 10% da massa desses agrupamentos, o gás quente que fica entre elas contribui com mais 10% e os 80% restantes seriam de matéria negra.
Apesar de não poder ser vista, os especialistas afirmam que a presença da matéria negra é revelada pelo efeito gravitacional, que atua na luz de galáxias que estão atrás do agrupamento, como se fosse um vidro gigantesco, e faz com que elas pareçam distorcidas aos serem observadas. É por causa dessa distorção que os astrônomos conseguem deduzir qual é a massa desses grupos de galáxias, mesmo que a maior parte da massa seja invisível.



Nasa lança cápsula Orion para testar sistema de segurança




legenda Foto: AP



A cápsula Orion é lançada na base militar do Novo MéxicoFoto: AP

A agência Espacial Americana, Nasa, lançou nesta quinta-feira a cápsula espacial tripulada Orion desde a base militar White Sands Missile Range, no Novo México, nos EUA. A Nasa informa que o lançamento foi realizado para testar o 'sistema de aborto da missão' da nave em caso de falhas na segurança na plataforma ou no próprio lançamento.
De acordo com a agência AP, com este sistema, os astronautas serão lançados na cápsula de segurança em emergências como incêndio ou pane elétrica.
A Orion foi projetada inicialmente para levar o homem de volta à Lua, mas em fevereiro deste ano, o presidente Barack Obama desviou o orçamento desse projeto em benefício das pesquisas em novas tecnologias espaciais.







Telescópio europeu capta nascimento de estrela gigantesca

Embrião de estrela já contem de oito a dez vezes a massa do Sol e a nuvem de gás e poeira que o cerca e que deve alimentá-lo tem cerca de 2 mil vezes ... Foto: ESA/Divulgação
Embrião de estrela já contem de oito a dez vezes a massa do Sol e a nuvem de gás e poeira que o cerca e que deve alimentá-lo tem cerca de 2 mil vezes a massa da nossa estrelaFoto: ESA/Divulgação

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira imagens captadas em infravermelho pelo telescópio espacial Herschel que mostram o processo de formação de estrelas. Em uma das imagens, o Herschel observa a nuvem RCW 120, que revelou um embrião de estrela que quando nascer deve se transformar em uma das maiores e mais brilhantes da nossa galáxia.
Segundo a agência, o "parto" ainda deve demorar algumas centenas de milhares de anos, mas o embrião já contém de oito a dez vezes a massa do Sol e a nuvem de gás e poeira que o cerca e que deve alimentá-lo tem cerca de 2 mil vezes a massa da nossa estrela.
A ESA afirma que estrelas desse tamanho são raras e não duram muito, por isso considera uma oportunidade de ouro para resolver um dos mais antigos paradoxos da astronomia. "De acordo com o nosso atual conhecimento, não seria possível a formação de estrelas maiores que oito vezes a massa do Sol", diz Annie Zavagno, do Laboratório de Astrofísica de Marseille, na França.
Isso acontece porque essas gigantes acabam por afastar as nuvens de gás e poeira necessárias ao seu nascimento antes que o suficiente seja acumulado. Contudo, de alguma maneira elas conseguem fazer esse acúmulo. Algumas dessas gigantes são conhecidas, tendo até 150 vezes a massa do Sol. Como a estrela encontrada está em um estágio inicial, os astrônomos podem usar as observações dela para entender esse fato.

Um asteroide perigoso ainda é melhor que um asteroide muito perigoso

Cássio Barbosa 
2005-YU55_595




   


O asteroide sinistro da imagem chama-se 2005 YU55. Ele é uma ameaça à vida na Terra. Tem uns 400 metros de comprimento e está agora a uma distância de quase 2 milhões de quilômetros, mais ou menos 6 vezes a distância Terra-Lua. Essa “proximidade” o coloca em uma lista negra (para nós) dos asteroides potencialmente perigosos.
A imagem foi obtida pelo radiotelescópio de Arecibo, o maior do mundo, com 305 metros de diâmetro. O telescópio é tão grande que está assentado em uma cratera meteorítica em Porto Rico e 150 metros acima dele fica pendurada uma plataforma de 900 toneladas com os instrumentos de pesquisa. Virou locação de vários filmes de ficção científica: “Contatos” e “Arquivo X” tiveram cenas filmadas lá. Aliás, na cena final de “007 contra Goldfinger”, James Bond faz o favor de destruí-lo, felizmente apenas na ficção. Outro uso famoso de Arecibo é sua participação no projeto SETI, de busca por vida extraterrestre.
Voltando ao YU55, o problema todo é que, se hoje ele está a 6 vezes a distância Terra-Lua, sua órbita calculada anteriormente mostrava que ele passaria muito perto da Terra. Para um asteroide com o tamanho de 4 campos de futebol alinhados, toda a precisão nos dados é pouca.
O radiotelescópio de Arecibo funciona também em modo de radar, ou seja, não apenas captando ondas de rádio do espaço, mas também captando ondas de rádio emitidas por ele mesmo. Essa técnica tem sido utilizada com sucesso para estudar asteroides próximos, dando uma boa ideia de como é a superfície deles, mas também para determinar com precisão os seus elementos orbitais.
E foi essa precisão nas imagens (os detalhes da imagem de YU55 têm 8 metros de tamanho) fez a órbita desse asteroide ser refinada de tal modo que reduziu as incertezas em 50%. Assim, as chances de haver um impacto com a Terra nos próximos cem anos caíram a zero e o YU55 saiu da lista de “extremamente perigoso”, para ficar na lista dos “potencialmente perigosos”.
Depois de contornar o Sol, esse objeto vai passar próximo à Terra em 8 de novembro de 2011, a uma distância de apenas 0,8 vez a distância Terra-Lua! Apesar disso, não deve trazer nenhum perigo, pelo menos nos próximos cem anos.




Parlamentar russo quer investigação sobre político que diz ter sido abduzido

Legislador se diz preocupado que governante possa ter revelado segredos de Estado.

05 de maio de 2010 | 20h 06

Um parlamentar russo pediu ao presidente do país, Dmitri Medvedev, uma investigação sobre as alegações do governante da região de Kalmikia, no sul do país, de que ele foi abduzido por extraterrestres.
Kirsan Ilyumzhinov, governante de Kalmikia fez a alegação durante um programa de TV. Ele disse que foi levado a bordo de uma espaçonave que teria vindo à Terra coletar amostras e afirma ter várias testemunhas.
O parlamentar Andre Lebedev não está querendo investigar apenas se Ilyumzhinov teria condições psicológicas para continuar governando, mas afirma estar preocupado de que o líder possa ter revelado segredos do governo caso realmente tenha sido capturados por aliens.
Na carta que Lebedev escreveu a Medvedev listando suas preocupações ele diz que "assumindo que a coisa toda não tenha sido uma piada de mau gosto, foi um evento histórico e deve ser reportado ao Kremlin".
O parlamentar pergunta se existem diretrizes oficiais sobre o que integrantes do governo devem fazer se contatados por aliens, especialmente os que têm acesso a documentos secretos.
Governante de Kalmikia há 17 anos, o negociante milionário tem a reputação de ser um tanto quanto excênctrico.
Como presidente também da Federação Mundial de Xadrez, Ilyumzhinov já gastou milhões de dólares para tornar Kalmikia, uma empobrecida região budista localizada às margens do Mar Cáspio, em uma meca do esporte.

sábado, 1 de maio de 2010

De acordo com os cientistas, o nome não está relacionado com a cor do corpo celeste Foto: Nasa/Divulgação


Físicos da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, encontraram um refletor de luz soviético na superfície da Lua que pousou em 17 de novembro de 1970 e estava desaparecido desde 14 de setembro de 1971. Segundo o jornal Simmetry, do Laboratório do Acelerador Nacional de Partículas, na universidade de Stanford, o objeto poderá ajudar a testar a lei geral da relatividade, de Albert Einstein.
Segundo a revista, o objeto simplesmente reflete qualquer luz de volta para sua fonte, não importando de que direção tenha vindo. Outros refletores podem ser encontrados na Lua, três deles foram deixados pelas missões Apollo, da Nasa. Os cientistas costumam mandar pulsos de laser para esses refletores, sabendo que eles serão refletidos de volta. Os físicos podem, assim, medir a distância até o refletor com grande precisão milimétrica.
Segundo o professor Tom Murphy, da Universidade da Califórnia, a equipe de cientistas estuda a teoria de Einstein através da medição do formato lunar com a ajuda dos três refletores da Apollo e outro deixado pelos soviéticos, o Lunokhod 2. "Normalmente usamos os três refletores deixados na lua pelas Apollo 11, 14 e 15 (...) e, ocasionalmente, o refletor da Lunokhod 2, que não funciona bem o suficiente quando iluminado pela luz do sol. Mas nós queríamos achar o Lunokhod 1", diz o cientista.
De acordo com a universidade, três refletores são necessários para descobrir a orientação da lua. Um quarto acrescenta informações sobre a distorção causada pela gravidade da lua, e um quinto aumenta a informação. Os cientistas afirmam que, pela sua posição, o Lunokhod 1 é fundamental para entender o núcleo líquido da Lua e para determinar a posição exato do seu centro e assim mapear a órbita. Os cientistas esperam utilizar esses dados para testar o que diz a teoria de Einstein sobre a órbita.
Desaparecido há 39 anos
Murphy afirma que a equipe ocasionalmente se deparou com o refletor desaparecido nos últimos dois anos. Contudo, no mês passado uma câmera de alta-resolução da Nasa encontrou o local exato do Lunokhod 1. Em 22 de abril, os cientistas enviaram um pulso de laser para o local do telescópio Apache, no Novo México. Murphy e Russet McMillan, que trabalha no observatório do Apache, conseguiram determinar a distância do telescópio até o refletor com precisão de 1 cm.
"Nós rapidamente verificamos que o sinal era real e descobrimos que era surpreendentemente claro, pelo menos cinco vezes mais claro que o outro refletor soviético, no Lunokhod 2", disse Murphy.
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