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quinta-feira, 6 de maio de 2010





Parlamentar russo quer investigação sobre político que diz ter sido abduzido

Legislador se diz preocupado que governante possa ter revelado segredos de Estado.

05 de maio de 2010 | 20h 06

Um parlamentar russo pediu ao presidente do país, Dmitri Medvedev, uma investigação sobre as alegações do governante da região de Kalmikia, no sul do país, de que ele foi abduzido por extraterrestres.
Kirsan Ilyumzhinov, governante de Kalmikia fez a alegação durante um programa de TV. Ele disse que foi levado a bordo de uma espaçonave que teria vindo à Terra coletar amostras e afirma ter várias testemunhas.
O parlamentar Andre Lebedev não está querendo investigar apenas se Ilyumzhinov teria condições psicológicas para continuar governando, mas afirma estar preocupado de que o líder possa ter revelado segredos do governo caso realmente tenha sido capturados por aliens.
Na carta que Lebedev escreveu a Medvedev listando suas preocupações ele diz que "assumindo que a coisa toda não tenha sido uma piada de mau gosto, foi um evento histórico e deve ser reportado ao Kremlin".
O parlamentar pergunta se existem diretrizes oficiais sobre o que integrantes do governo devem fazer se contatados por aliens, especialmente os que têm acesso a documentos secretos.
Governante de Kalmikia há 17 anos, o negociante milionário tem a reputação de ser um tanto quanto excênctrico.
Como presidente também da Federação Mundial de Xadrez, Ilyumzhinov já gastou milhões de dólares para tornar Kalmikia, uma empobrecida região budista localizada às margens do Mar Cáspio, em uma meca do esporte.

sábado, 1 de maio de 2010

De acordo com os cientistas, o nome não está relacionado com a cor do corpo celeste Foto: Nasa/Divulgação


Físicos da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, encontraram um refletor de luz soviético na superfície da Lua que pousou em 17 de novembro de 1970 e estava desaparecido desde 14 de setembro de 1971. Segundo o jornal Simmetry, do Laboratório do Acelerador Nacional de Partículas, na universidade de Stanford, o objeto poderá ajudar a testar a lei geral da relatividade, de Albert Einstein.
Segundo a revista, o objeto simplesmente reflete qualquer luz de volta para sua fonte, não importando de que direção tenha vindo. Outros refletores podem ser encontrados na Lua, três deles foram deixados pelas missões Apollo, da Nasa. Os cientistas costumam mandar pulsos de laser para esses refletores, sabendo que eles serão refletidos de volta. Os físicos podem, assim, medir a distância até o refletor com grande precisão milimétrica.
Segundo o professor Tom Murphy, da Universidade da Califórnia, a equipe de cientistas estuda a teoria de Einstein através da medição do formato lunar com a ajuda dos três refletores da Apollo e outro deixado pelos soviéticos, o Lunokhod 2. "Normalmente usamos os três refletores deixados na lua pelas Apollo 11, 14 e 15 (...) e, ocasionalmente, o refletor da Lunokhod 2, que não funciona bem o suficiente quando iluminado pela luz do sol. Mas nós queríamos achar o Lunokhod 1", diz o cientista.
De acordo com a universidade, três refletores são necessários para descobrir a orientação da lua. Um quarto acrescenta informações sobre a distorção causada pela gravidade da lua, e um quinto aumenta a informação. Os cientistas afirmam que, pela sua posição, o Lunokhod 1 é fundamental para entender o núcleo líquido da Lua e para determinar a posição exato do seu centro e assim mapear a órbita. Os cientistas esperam utilizar esses dados para testar o que diz a teoria de Einstein sobre a órbita.
Desaparecido há 39 anos
Murphy afirma que a equipe ocasionalmente se deparou com o refletor desaparecido nos últimos dois anos. Contudo, no mês passado uma câmera de alta-resolução da Nasa encontrou o local exato do Lunokhod 1. Em 22 de abril, os cientistas enviaram um pulso de laser para o local do telescópio Apache, no Novo México. Murphy e Russet McMillan, que trabalha no observatório do Apache, conseguiram determinar a distância do telescópio até o refletor com precisão de 1 cm.
"Nós rapidamente verificamos que o sinal era real e descobrimos que era surpreendentemente claro, pelo menos cinco vezes mais claro que o outro refletor soviético, no Lunokhod 2", disse Murphy.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

EUA lançam nave espacial militar não tripulada







Uma nave espacial não tripulada da Força Aérea dos Estados Unidos foi lançada nessa quinta-feira da Flórida, para uma missão militar secreta. A nave espacial robotizada X-37B partiu de Cabo Cañaveral a bordo de um foguete Atlas V, às 19H52 local (20H52 Brasília), revela um vídeo divulgado pela Força Aérea.
Parecido com um ônibus espacial em miniatura, a nave tem 8,9 metros de comprimento por 4,5 metros de envergadura. O veículo foi desenhado para "proporcionar o ambiente de um 'laboratório em órbita' a fim de testar novas tecnologias e componentes...", disse a Força Aérea. A nave, fabricada pela Boeing, pode permanecer até nove meses no espaço nesta missão, segundo a USAF.

Para comemorar 20 anos do Hubble, Nasa divulga imagem inédita


Uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxia Foto: Nasa/Divulgação
Uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxiaFoto: Nasa/Divulgação

O telescópio espacial Hubble completa 20 anos em órbita neste sábado. Para marcar a data, a Nasa, agência espacial americana, e a Agência Espacial Europeia (ESA) divulgaram imagens inéditas produzidas pelo Hubble de uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxia.
Nestas duas décadas, o Hubble apresentou vários problemas, como equipamentos quebrados e espelhos que deixaram as imagens fora de foco, obrigando a Nasa a enviar astronautas para fazer reparos. Mas o consenso entre os especialistas é de que o telescópio realizou descobertas importantíssimas para todas as áreas da astronomia.
Enigmas
"A visão poderosa do Hubble expandiu nossos horizontes cósmicos e trouxe à tona um novo conjunto de enigmas sobre o Universo", escreveu o astrônomo britânico Martin Rees em artigo no site da 
BBC. "Só nos últimos dez anos aprendemos sobre o grande número de "mundos" que existem orbitando outras estrelas."
Segundo ele, o telescópio ajudou os astrônomos a descobrir que as galáxias estão se dispersando a uma velocidade acelerada, sob a influência do que chamou de uma "força misteriosa".
"Nossa previsão mais longa é a de que o Cosmos vai continuar se expandindo, tornando-se cada vez mais vazio, mais escuro e mais frio", afirmou Rees. Em seus 20 anos de operação, o Hubble observou mais de 30 mil corpos celestes e produziu mais de 500 mil imagens.
No ano passado, astronautas instalaram novos equipamentos no telescópio, tornando-o cem vezes mais potente do que quando foi lançado em órbita. Na última segunda-feira, a Nasa anunciou que o Hubble vai ficar em operação até 2013. No ano seguinte, ele será substituído por outro telescópio espacial, batizado de James Webb.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O ônibus espacial Atlantis já está posicionado e recebe os últimos ajustes antes de mais uma missão espacial marcada para 14 de maio no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA). O ônibus partirá para mais uma missão rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).










Imagem divulgada recentemente pela Nasa mostra uma iminente explosão perto do Sol fotografada pelo satélite do Observatório Dinâmico, em 30 de março. A Nasa divulgou as primeiras imagens do novo satélite projetado para prever tempestades solares.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Livro de Marcelo Gleiser tenta tirar


resquícios de religião e ciência



Criação imperfeita' desmistifica a ideia de que há ordem sob o Universo.

Físico brasileiro defende que devemos celebrar as imperfeições da natureza.





Criação Imperfeita - Marcelo Gleiser
'Criação Imperfeita', de Marcelo Gleiser, tenta
desmistificar a ideia de que há uma 'teoria
final' que governa o Universo.
Estou propondo um jeito Estou propondo um jeito diferente de pensar sobre a natureza e o nosso lugar no mundo."
Marcelo Gleiser 


Uma das cenas mais marcantes do cinema é momento em que o personagem Neo, no filme Matrix, começa a entender as regras que regem o Universo e passa a ver o mundo como um punhado de números e letras que interagem entre si.
Desde a Grécia Antiga, cientistas e filósofos vêm buscando algo parecido com isso: uma regra básica que possa explicar o funcionamento de tudo. Nessa jornada, já foram descobertos os átomos e a Via Láctea, mas nunca se chegou a uma resposta racional sobre a razão de ser do Universo.
Para um dos maiores nomes da ciência brasileira, o físico Marcelo Gleiser, deve-se parar de procurar essa fórmula secreta, que ele chama de "código oculto da natureza" ou "teoria final".
Em seu novo livro, "Criação Imperfeita", Gleiser argumenta que a crença de pesquisadores de que exista algum sentido oculto no Universo é uma contaminação da religião sobre a ciência, um ato de fé incompatível com a racionalidade.
Ele afirma que a natureza tem nos mostrado o contrário: suas leis são complexas, seus elementos são irregulares, assimétricos, e a vida na forma como conhecemos só surgiu devido a uma série de acontecimentos cósmicos que culminaram em um planeta habitável, com água no estado líquido e uma atmosfera protetora das radiações mortais que circulam pelo espaço.
"Eu quero mostrar ao leitor que esse mito de que o mundo é perfeito, de que a natureza é uma obra divina, tem que cair", afirmou o autor em entrevista ao G1.

"Sentido" da vida
Para chegar a essa conclusão, Gleiser viaja pela história da astronomia e mostra desde experiências de Nicolau Copérnico – que derrubou a ideia de que a Terra era o centro do Universo – até a noção de matéria escura – um tipo especial de matéria invisível responsável pelo movimento das galáxias.
Apesar de arrasar a ideia de que exista um sentido oculto no Universo, Gleiser propõe um "sentido" para a vida baseado na descrença, na ideia de que a beleza está na imperfeição.
Analisando uma série de probabilidades, o físico argumenta que a vida é algo muito raro em um ambiente cósmico extremamente hostil. Exatamente por isso nossa existência deveria ser valorizada. Também por isso, Gleiser diz que o homem deveria dar mais valor ao seu planeta, até agora o único oásis de vida conhecido pela ciência.

Confira, abaixo, alguns trechos da conversa que o G1 teve por telefone com Marcelo Gleiser:

G1 - O que é o tal "código oculto da natureza", usado no subtítulo do seu livro?
Marcelo Gleiser - É a noção de que existe um segredo por trás das coisas. Há várias buscas pelo código secreto da natureza. Você pode falar disso de uma forma religiosa, científica, filosófica. No caso da ciência, seria você acreditar, primeiro, que existe uma espécie de fórmula secreta que consegue explicar tudo o que existe no mundo, do mais simples ao mais complexo. Segundo, é preciso acreditar que a gente seja capaz de alcançar esse conhecimento. São dois atos de fé bastante intensos.
G1 - O livro se chama "Criação imperfeita", mas ao longo da obra são dados vários exemplos de dogmas religiosos (como o de que a terra é seria centro do Universo) que foram vencidos por descobertas científicas. Por que usar o termo "Criação"?
Marcelo Gleiser - É um modo de trazer a atenção do leitor para o fato de que eu estou falando sobre o que existe no mundo. Eu penso em Criação, com "C" maiúsculo, no sentido que as pessoas religiosas têm por obra de Deus, tudo o que existe no Universo. Talvez seja um pouco de sarcasmo chamar Criação – o que é uma coisa que por definição é perfeita, sendo obra de Deus – de imperfeita. Mas a ideia é justamente essa. Eu quero mostrar ao leitor que esse mito que a gente tem de que o mundo é perfeito, de que a natureza é uma obra divina, tem que cair.
G1 - Em certo momento, você diz que tememos a assimetria (na ciência, na estética etc.) porque ela revelaria a ausência de Deus. No final do livro, você defende a beleza da assimetria. Indiretamente, é uma defesa da ausência de Deus?
Marcelo Gleiser - Exatamente. A gente não gosta da assimetria porque, se a natureza é assimétrica, como a gente pode justificá-la sendo uma obra de Deus? Esse é um argumento que teologicamente é meio simplista, mas tudo bem. Eu não sou teólogo. A ideia aqui é mostrar que é só olhar para o mundo que a gente vê que o mundo, de perfeito, não tem nada. A natureza, a diversidade toda que existe no mundo desde a física das partículas elementares até o fato de que o rosto humano ser assimétrico, e por isso é mais belo, para mim isso é que é importante. É um livro bastante iconoclasta, nesse sentido. Eu estou propondo um jeito diferente de pensar sobre a natureza e sobre o nosso lugar no mundo.
G1 - A procura pela "teoria final" sempre foi uma boa motivação para novas descobertas. Desistir disso não vai "esfriar" a busca por conhecimento nas áreas mais fronteiriças da ciência?
Marcelo Gleiser - Pode-se continuar buscando. Eu não tenho nada contra procurar por teorias unificadas que tentam descrever como as várias forças da natureza podem se comportar de uma maneira única a altas energias. O problema é achar que existe uma explicação final das coisas, que existe uma "teoria final". Isso para mim é mais religião do que ciência.
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