domingo, 10 de abril de 2011

Telescópios espaciais se unem para explicar explosão variável - Erupções de raios gama


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Gráfico mostra as mudanças no brilho do evento, gravados pelo telescópio de raios X Swift. Crédito: NASA/J. Kennea

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) convocou toda a sua cavalaria astronômica para tentar entender um fenômeno nunca antes visto no céu. Os telescópios espaciais Hubble, Swift e Chandra X-ray juntaram-se para estudar uma das explosões cósmicas mais intrigantes já observadas - super explosão pulsante.

Mais de uma semana depois de seu início, a radiação de alta energia que caracteriza o corpo celeste continua a brilhar e esmaecer, seguidamente. Geralmente, as erupções de raios gama marcam a destruição de uma estrela maciça, mas as emissões desses eventos nunca duram mais do que algumas horas. Os astrônomos afirmam que nunca viram nada assim tão brilhante, duradouro e variável antes.

Embora a pesquisa ainda esteja em curso, os pesquisadores afirmam que a explosão incomum provavelmente surgiu quando uma estrela passou muito próximo ao buraco negro central da sua galáxia. Intensas forças de maré destruíram a estrela, e seus remanescentes continuam a fluir em direção ao buraco negro. Segundo este modelo, o buraco negro giratório formou um jato efluente ao longo do seu eixo de rotação. O fenômeno estaria sendo observado porque esse jato, que produz uma poderosa explosão de raios X e gama, está apontado na direção da Terra.

O evento, catalogado como GRB 110328A - de 
gamma-ray burst (erupção de raios gama) -, foi descoberto no dia 28 de março, na constelação do Dragão.
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A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) informou que está estudando uma explosão cósmica no centro de uma galáxia distante que vem acontecendo há mais de uma semana, tempo bem maior do que os astrônomos já observaram até hoje. Qualificando-a como "uma das mais desconcertantes explosões cósmicas jamais observadas", a agência disse que usou o telescópio espacial Hubble, o satélite Swift e seu observatório Chandra X-Ray para estudar o fenômeno."Mais de uma semana depois da explosão, continuam a ser emitidas fortes radiações de uma intensidade flutuante no local onde se produziu", precisou a NASA em comunicado. "Os astrônomos dizem que nunca haviam visto antes uma explosão tão brilhante, variável, de tão grande energia e tão duradoura. Usualmente, os raios gama marcam a destruição de uma estrela maciça e as chamas emitidas nestes eventos nunca duram mais de umas poucas horas".

No dia 04 de abril, o telescópio Hubble mostrou que a origem da explosão estava no centro de uma galáxia a 3,8 bilhões de anos-luz da Terra. 
"O fato dela ter acontecido no centro de uma galáxia nos diz que muito provavelmente esteja associada a um buraco negro maciço".
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Esta imagem extraordinária foi tomada em 28 de março. Ela deixou os cientistas intrigados, pois a explosão continua depois de mais de uma semana. Crédito: AFP/Getty images



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