sexta-feira, 23 de abril de 2010

EUA lançam nave espacial militar não tripulada







Uma nave espacial não tripulada da Força Aérea dos Estados Unidos foi lançada nessa quinta-feira da Flórida, para uma missão militar secreta. A nave espacial robotizada X-37B partiu de Cabo Cañaveral a bordo de um foguete Atlas V, às 19H52 local (20H52 Brasília), revela um vídeo divulgado pela Força Aérea.
Parecido com um ônibus espacial em miniatura, a nave tem 8,9 metros de comprimento por 4,5 metros de envergadura. O veículo foi desenhado para "proporcionar o ambiente de um 'laboratório em órbita' a fim de testar novas tecnologias e componentes...", disse a Força Aérea. A nave, fabricada pela Boeing, pode permanecer até nove meses no espaço nesta missão, segundo a USAF.

Para comemorar 20 anos do Hubble, Nasa divulga imagem inédita


Uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxia Foto: Nasa/Divulgação
Uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxiaFoto: Nasa/Divulgação

O telescópio espacial Hubble completa 20 anos em órbita neste sábado. Para marcar a data, a Nasa, agência espacial americana, e a Agência Espacial Europeia (ESA) divulgaram imagens inéditas produzidas pelo Hubble de uma pequena parte da nebulosa Eta Carinae, conhecida como uma das maiores regiões de nascimentos de estrelas da galáxia.
Nestas duas décadas, o Hubble apresentou vários problemas, como equipamentos quebrados e espelhos que deixaram as imagens fora de foco, obrigando a Nasa a enviar astronautas para fazer reparos. Mas o consenso entre os especialistas é de que o telescópio realizou descobertas importantíssimas para todas as áreas da astronomia.
Enigmas
"A visão poderosa do Hubble expandiu nossos horizontes cósmicos e trouxe à tona um novo conjunto de enigmas sobre o Universo", escreveu o astrônomo britânico Martin Rees em artigo no site da 
BBC. "Só nos últimos dez anos aprendemos sobre o grande número de "mundos" que existem orbitando outras estrelas."
Segundo ele, o telescópio ajudou os astrônomos a descobrir que as galáxias estão se dispersando a uma velocidade acelerada, sob a influência do que chamou de uma "força misteriosa".
"Nossa previsão mais longa é a de que o Cosmos vai continuar se expandindo, tornando-se cada vez mais vazio, mais escuro e mais frio", afirmou Rees. Em seus 20 anos de operação, o Hubble observou mais de 30 mil corpos celestes e produziu mais de 500 mil imagens.
No ano passado, astronautas instalaram novos equipamentos no telescópio, tornando-o cem vezes mais potente do que quando foi lançado em órbita. Na última segunda-feira, a Nasa anunciou que o Hubble vai ficar em operação até 2013. No ano seguinte, ele será substituído por outro telescópio espacial, batizado de James Webb.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O ônibus espacial Atlantis já está posicionado e recebe os últimos ajustes antes de mais uma missão espacial marcada para 14 de maio no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA). O ônibus partirá para mais uma missão rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).










Imagem divulgada recentemente pela Nasa mostra uma iminente explosão perto do Sol fotografada pelo satélite do Observatório Dinâmico, em 30 de março. A Nasa divulgou as primeiras imagens do novo satélite projetado para prever tempestades solares.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Livro de Marcelo Gleiser tenta tirar


resquícios de religião e ciência



Criação imperfeita' desmistifica a ideia de que há ordem sob o Universo.

Físico brasileiro defende que devemos celebrar as imperfeições da natureza.





Criação Imperfeita - Marcelo Gleiser
'Criação Imperfeita', de Marcelo Gleiser, tenta
desmistificar a ideia de que há uma 'teoria
final' que governa o Universo.
Estou propondo um jeito Estou propondo um jeito diferente de pensar sobre a natureza e o nosso lugar no mundo."
Marcelo Gleiser 


Uma das cenas mais marcantes do cinema é momento em que o personagem Neo, no filme Matrix, começa a entender as regras que regem o Universo e passa a ver o mundo como um punhado de números e letras que interagem entre si.
Desde a Grécia Antiga, cientistas e filósofos vêm buscando algo parecido com isso: uma regra básica que possa explicar o funcionamento de tudo. Nessa jornada, já foram descobertos os átomos e a Via Láctea, mas nunca se chegou a uma resposta racional sobre a razão de ser do Universo.
Para um dos maiores nomes da ciência brasileira, o físico Marcelo Gleiser, deve-se parar de procurar essa fórmula secreta, que ele chama de "código oculto da natureza" ou "teoria final".
Em seu novo livro, "Criação Imperfeita", Gleiser argumenta que a crença de pesquisadores de que exista algum sentido oculto no Universo é uma contaminação da religião sobre a ciência, um ato de fé incompatível com a racionalidade.
Ele afirma que a natureza tem nos mostrado o contrário: suas leis são complexas, seus elementos são irregulares, assimétricos, e a vida na forma como conhecemos só surgiu devido a uma série de acontecimentos cósmicos que culminaram em um planeta habitável, com água no estado líquido e uma atmosfera protetora das radiações mortais que circulam pelo espaço.
"Eu quero mostrar ao leitor que esse mito de que o mundo é perfeito, de que a natureza é uma obra divina, tem que cair", afirmou o autor em entrevista ao G1.

"Sentido" da vida
Para chegar a essa conclusão, Gleiser viaja pela história da astronomia e mostra desde experiências de Nicolau Copérnico – que derrubou a ideia de que a Terra era o centro do Universo – até a noção de matéria escura – um tipo especial de matéria invisível responsável pelo movimento das galáxias.
Apesar de arrasar a ideia de que exista um sentido oculto no Universo, Gleiser propõe um "sentido" para a vida baseado na descrença, na ideia de que a beleza está na imperfeição.
Analisando uma série de probabilidades, o físico argumenta que a vida é algo muito raro em um ambiente cósmico extremamente hostil. Exatamente por isso nossa existência deveria ser valorizada. Também por isso, Gleiser diz que o homem deveria dar mais valor ao seu planeta, até agora o único oásis de vida conhecido pela ciência.

Confira, abaixo, alguns trechos da conversa que o G1 teve por telefone com Marcelo Gleiser:

G1 - O que é o tal "código oculto da natureza", usado no subtítulo do seu livro?
Marcelo Gleiser - É a noção de que existe um segredo por trás das coisas. Há várias buscas pelo código secreto da natureza. Você pode falar disso de uma forma religiosa, científica, filosófica. No caso da ciência, seria você acreditar, primeiro, que existe uma espécie de fórmula secreta que consegue explicar tudo o que existe no mundo, do mais simples ao mais complexo. Segundo, é preciso acreditar que a gente seja capaz de alcançar esse conhecimento. São dois atos de fé bastante intensos.
G1 - O livro se chama "Criação imperfeita", mas ao longo da obra são dados vários exemplos de dogmas religiosos (como o de que a terra é seria centro do Universo) que foram vencidos por descobertas científicas. Por que usar o termo "Criação"?
Marcelo Gleiser - É um modo de trazer a atenção do leitor para o fato de que eu estou falando sobre o que existe no mundo. Eu penso em Criação, com "C" maiúsculo, no sentido que as pessoas religiosas têm por obra de Deus, tudo o que existe no Universo. Talvez seja um pouco de sarcasmo chamar Criação – o que é uma coisa que por definição é perfeita, sendo obra de Deus – de imperfeita. Mas a ideia é justamente essa. Eu quero mostrar ao leitor que esse mito que a gente tem de que o mundo é perfeito, de que a natureza é uma obra divina, tem que cair.
G1 - Em certo momento, você diz que tememos a assimetria (na ciência, na estética etc.) porque ela revelaria a ausência de Deus. No final do livro, você defende a beleza da assimetria. Indiretamente, é uma defesa da ausência de Deus?
Marcelo Gleiser - Exatamente. A gente não gosta da assimetria porque, se a natureza é assimétrica, como a gente pode justificá-la sendo uma obra de Deus? Esse é um argumento que teologicamente é meio simplista, mas tudo bem. Eu não sou teólogo. A ideia aqui é mostrar que é só olhar para o mundo que a gente vê que o mundo, de perfeito, não tem nada. A natureza, a diversidade toda que existe no mundo desde a física das partículas elementares até o fato de que o rosto humano ser assimétrico, e por isso é mais belo, para mim isso é que é importante. É um livro bastante iconoclasta, nesse sentido. Eu estou propondo um jeito diferente de pensar sobre a natureza e sobre o nosso lugar no mundo.
G1 - A procura pela "teoria final" sempre foi uma boa motivação para novas descobertas. Desistir disso não vai "esfriar" a busca por conhecimento nas áreas mais fronteiriças da ciência?
Marcelo Gleiser - Pode-se continuar buscando. Eu não tenho nada contra procurar por teorias unificadas que tentam descrever como as várias forças da natureza podem se comportar de uma maneira única a altas energias. O problema é achar que existe uma explicação final das coisas, que existe uma "teoria final". Isso para mim é mais religião do que ciência.

Astronauta japonês faz sucesso na internet com fotos do espaço

Soichi Noguchi está dando uma de turista na Estação Espacial Internacional. Mas ele já cometeu uma gafe com o Brasil.

Entenda a relação da maior máquina do mundo com a origem do Universo
Pedaços muito menores que um átomo são estudados no LHC.
Cosmologia e física quântica se encontram no estudo de partículas.


Quando o acelerador gigante de partículas LHC, na Europa, começou a colidir os primeiros prótons uns contra os outros, muita gente disse que o homem "brincava de Deus" ao construir a maior máquina do mundo – um túnel subterrâneo de 27 quilômetros – para reproduzir condições semelhantes às do surgimento do Universo.
Mas, afinal de contas, o que os prótons – partículas muito pequenas que ficam no núcleo dos átomos – têm a ver com a teoria do Big Bang, segundo a qual o Universo surgiu de uma espécie de explosão há cerca de 14 bilhões de anos?

Dentro do LHC, a cosmologia – ciência que estuda a história do Universo – e a física quântica – que estuda as partículas menores que existem – se encontram.
Essa união inusitada só é possível porque, em determinado ponto da evolução do universo, menos de uma pequeníssima fração de segundo após o Big Bang, acredita-se que houve uma grande "sopa" de partículas. Essa mistura esfriou, se expandiu e deu origem a tudo o que conhecemos hoje.
O problema é que a única forma de entender como funcionava essa grande "sopa" é quebrar os objetos em pedaços cada vez menores: moléculas, átomos, prótons e finalmente quarks, léptons e bósons. Para chegar nesses últimos, é necessária tanta energia que só mesmo uma espécie de "pista de corrida" de 27 quilômetros consegue resolver.
Colisão de prótons no LHC
Colisão de prótons dentro do LHC gera informações para o estudo de partículas muito menores do que um átomo. A partir de imagens como essa, gerada dentro de um dos sensores da máquina, cientistas conseguem confirmar as leis mais avançadas da física. (Foto: Divulgação)
Quando os prótons se chocam dentro do LHC, sensores de última geração analisam seus estilhaços, formados por essas minúsculas partículas. Por meio de "fotos" da colisão é possível entender o comportamento delas, e analisar como se comportariam dentro da "sopa primordial" que deu origem às estrelas e planetas.
Multiuso
Mas não é somente essa a função do LHC. A máquina gigante é, antes de tudo, uma forma de alargar as fronteiras da ciência, ou seja, entender como funcionam as menores partículas que conhecemos e, quem sabe, até descobrir algumas novas.
"O LHC é extremamente importante porque está abrindo a física para um mundo que a gente ainda não viu. É como se você passasse anos dentro de uma casa fechada, não tivesse a menor noção de como é o mundo lá fora, e de repente você abre uma janela e vê esse novo mundo, e fala 'Olha só quanta coisa nova que eu não sabia que existia!'", explicou o físico brasileiro Marcelo Gleiser em entrevista ao G1.
Uma das novas partículas mais buscada – mas nunca vista – é um tal "bóson de Higgs". Dentro da grande "sopa", foi ele que supostamente deu massa à matéria na hora em que as partículas se transformaram nos primeiros átomos. Se a história é verdadeira, só se vai saber caso esse bóson apareça nas colisões entre os prótons.
Corrida tecnológica
Cientistas também defendem que um grande benefício do LHC é um "efeito colateral" da sua construção. Para fazer um túnel subterrâneo de 27 km, mantê-lo a uma temperatura a mais de 200 graus Celsius abaixo de zero, no vácuo, e acelerar partículas à velocidade da luz foi necessário desenvolver novas tecnologias.
Cientistas da Unesp observam LHC
Pesquisadores Franciole Marinho e Sérgio
Novaes, da Unesp, observem em São Paulo
as primeiras colisões de partículas do LHC.
(Foto: Iberê Thenório/G1)
"É muito mais interessante termos uma corrida tecnológica por causa de estudos científicos, como o LHC, do que desenvolvermos tecnologia por causa de brigas entre países, como aconteceu nas grandes guerras mundiais", defende o físico Franciole Marinho, Universidade Estadual Paulista (Unesp), que trabalha em um dos grupos brasileiros responsáveis pro processar os dados lidos pelo LHC.
Saiba mais sobre partículas elementares no site do grupo brasileiro
Marinho acrescenta que, no passado, pesquisas realizadas no Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), responsável pelo LHC, permitiram o desenvolvimento de tecnologias sem as quais o mundo seria completamente diferente.
"A contribuição mais famosa foi a criação do 'www' que utilizamos para navegar na internet. Outro exemplo foi o desenvolvimento de métodos que hoje são utilizados para diagnósticos médicos, como o PET e o CT scan", avalia.







Vênus vivo!

Sempre que se dá um exemplo de um planeta com nenhuma atividade geológica, o primeiro nome que vem à cabeça é Vênus. Tudo bem, Mercúrio também é um forte candidato, mas Vênus tem um “quê de mistério”: como pode um planeta com as mesmas dimensões da Terra ser geologicamente morto se a própria Terra não é? Longe disso, aliás.



Observações da superfície de Vênus feitas por radar – já que a superfície do planeta é coberta de nuvens pesadas e grossas – mostram que faltam crateras. Uma hipótese para isso é que ventos fortes teriam varrido areia para dentro, cobrindo as crateras. Mesmo assim, isso não daria conta. Marte também tem ação de vento, mas ainda assim a quantidade de crateras parece normal.

Outra hipótese tem a ver com vulcanismo recente. Em suma, significa que vulcões ativos em um passado bem recente teriam despejado lava que cobriu as crateras de impacto na superfície de Vênus.

Mas teria sido um evento global e catastrófico no passado distante que “apagou” as crateras, ou seria a ação de vulcanismo recente em escalas menores e contínuas?

A sonda Vênus Express, em órbita desde 2006, mapeou uma pequena região da superfície venusiana e em comprimentos de onda no infravermelho, ou seja, mapeou as variações de calor do solo. Concentrando-se na região ao redor de Idunn Mons, um vulcão com 2,5 km de altura e uma cratera de 200 km de diâmetro, a cientista Sue Smrekar, da Nasa, mostrou que o terreno tem emissividades diferentes. Isso significa que ele é composto por materiais diferentes, que irradiam calor de forma diferente.

Quando a lava surge de um vulcão na Terra, ela imediatamente começa a reagir quimicamente com o ar, principalmente com o oxigênio, alterando sua composição química. Esse processo deve ocorrer de forma semelhante em Vênus, mas nesse caso a lava quente deve reagir mais violentamente com uma atmosfera de gás carbônico bem mais quente e bem mais densa.

De acordo com Sue e seus colaboradores, a presença de diferentes materiais ao redor de Idunn Mons é uma evidência de que os ventos e outras atividades climáticas não limparam a lava que reagiu com a atmosfera, ou ao menos não tiveram tempo suficiente para isso.

As análises dos dados de infravermelho combinados com modelos de vulcanismo mostram que esse material deve ter sido expelido há uns 2,5 milhões de anos, ou menos. Na verdade, é até possível que esse vulcão esteja ativo hoje!

Os modelos de vulcanismo de Vênus são intrigantes, mas têm consequências interessantes. Para explicar que a superfície de Vênus foi coberta por lava em um período curto, seu interior deve ser bem diferente do interior da Terra. Por outro lado, se a atividade vulcânica em Vênus for mais gradual, muito provavelmente o seu interior se parece mais com o da Terra, a despeito da falta de tectonismo.



Ondas de rádio misteriosas emitidas por outra galáxia



Há algo muito estranho em nossa vizinhança cósmica. Um objeto desconhecido em uma galáxia próxima (a M82) começou a enviar ondas de rádio e não parece ser algo que tenhamos visto em qualquer outro lugar no universo anteriormente.
“Nós não sabemos o que é” declarou o “descobridor” do fenômeno, Tom Muxlow, do Centro de Astrofísica Jodrell Bank, no Reino Unido.
A “coisa” apareceu em maio do ano passado. Foi descoberta quando Muxlow e seus colegas estavam monitorando uma explosão estelar próxima à M82 usando o telescópio Merlin. E, aparentemente, o mago fez uma feitiçaria porque um ponto brilhante de emissões de rádio apareceu em apenas alguns dias – tempo relativamente curto em termos astronômicos.

Não parece o tipo de emissão de rádio normalmente recebido de supernovas: elas normalmente ficam brilhantes durante poucas semanas e vão perdendo o brilho nos meses seguintes. A fonte não mudou de intensidade de brilho durante todo o ano e o espectro das ondas enviadas também é o mesmo.
Além de tudo o objeto está se movendo. E rápido. Cientistas estimam que sua velocidade seja de quatro vezes a velocidade da luz.
Velocidades assim só foram encontradas em materiais que saíam de buracos negros.
Pode ser um buraco negro? Não está centralizado em M82, onde cientistas esperariam encontrar algo do tipo. Então só resta a possibilidade de um microquasar em pequena escala.
Os microquasars são formados depois de explosões estelares, deixando para trás buracos negros com massa em cerca de 20 vezes a massa solar. Eles emitem ondas de rádio, mas nenhuma emissão capturada até hoje foi tão forte quando a de M82.
Esse tipo de fenômeno, de acordo com a teoria dos cientistas, pode ser mais comum em M82 por ser uma galáxia onde as explosões estelares são tradicionais.

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